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Irene . 24/06/90 . Câncer/Cavalo. Vermelho e Preto . Passado

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A Dança da Morte - Stephen King
As Aventuras do Sr.Pickwick - Charles Dickens

Pilha de Espera:
Visão do Paraíso - Sérgio Buarque de Holanda
Contraponto - Aldous Huxley
...E o Vento Levou - Margaret Mitchell
O Nome da Rosa - Umberto Eco
Crítica da Razão Pura - Kant
Assim Falava Zaratustra - Nietzsche
A Vontade de Amar - Schopenhauer
The Return of the Native - Thomas Hardy
O Espaço Dividido - Milton Santos
Nicholas Nickleby - Charles Dickens

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Domingo, Fevereiro 08, 2009

Pois então, como eu previa, NENHUMA mensagem durante o ano de 2008 (a que tem aí saiu atrasada). E sabem o por quê? Vestibular. O maldito e desgraçado vestibular. Felizmente passou, após um ano cheio de reviravoltas e estresse e eu consegui ser aprovada numa das faculdades públicas pra que prestei. As duas particulares, IBMEC e PUC, também passei, mas não tenho dinheiro pra cursar.
Portanto, neste ano serei aluna da UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro, antiga Universidade Nacional, no curso de Direito. E apesar de não ser a melhor de Direito por aqui, estou feliz sim, porque a Universidade é uma das melhores do país, reconhecida por aí afora por outros cursos desta. Por exemplo, ela participou do Projeto Genoma onde o DNA humano foi decodificado.
Enfim, ainda não sei que turno cursarei porque, apesar de ter passado para tarde, posso ser remanejada para Manhã. Em breve tenho que ir na faculdade fazer a escolha das matérias, mas por hora, estou de férias e curtindo.
Estou pensando em fazer uma retrospectiva 2008 como fiz no ano passado, mas ainda nem comecei a selecionar livros pra falar, então não prometo nada, afinal, li mais de 80 livros apesar do maldito vestibular. Tenham dó, hehe.




[ Livros ]


Biombo Chinês (On a Chinese Screen) - W. Somerset Maugham
Hoje, enquanto eu enfrentava mais uma das minhas inúmeras crises de cólicas menstruais, escolhi um dos milhares de livros que tenho em cima da minha mesinha de cabeceira (embaixo e do lado dela, fruto do ano conturbado que tive e com pouco tempo para a leitura).
Quando o peguei, não dei muita fé, primeiro porque a qualidade gráfica do livro, velho e já meio bolorento, não é das melhores e sua apresentação é monótona, mas que grande surpresa tive! Conforme ia lendo os pequenos capítulos frutos de rápidas anotações do autor me via cada vez mais presa à narrativa.
Somerset Maugham tem um estilo único, onde a leitura flui e você se vê dentro do cenário devido a sua descrição precisa, mas não enfadonha como a maioria dos livros onde se destaca a representação da paisagem costumam ser.
O livro é composto de capítulos em sua maioria com umas três páginas onde ele expõe paisagens, locais e acima de tudo, indivíduos com a qual se deparou durante sua viagem pela China no ano de 1920.
A forma como ele descreve as personalidades diversas com que se deparou fez com que eu me sentisse como entrando dentro de cada uma das “personagens” se podemos chamar-las assim dado que são baseadas em impressões que o autor teve sobre pessoas reais. É como se ao meu lado eu pudesse ver os inúmeros capitães, os missionários, os cules (os chineses de baixa “casta” os que eram encarregados de carregaram pessoas e outros tipos de cargas), os cônsules, os médicos... todos aqueles que se aventuraram naquele exótico local em busca de fortuna ou paz.
O que mais me intrigou, no entanto, foi a pintura que ele faz da China da época. Abrindo-se ao mundo ocidental, ainda sem ter perdido totalmente sua cultura e estilo de vida, mas quase lá. Totalmente subjugada pelas demais nações que faziam gato e sapato e seus representantes enriquecendo-se às suas custas ou então se perdendo, como foi o caso de inúmeros jovens que se perderam em bebida e ópio.
Uma vontade de absurda de conhecer o local para visualizar suas paisagens, suas habitações e construções, sua cultura e o seu povo se abateu sobre mim, mas daí eu me recordei que a China não é mais assim. Aliás, nem um pouco. Então me resta ficar nos escritos e retratos antigos que perduraram após a revolução.
O título original é “On a Chinese Screen”, só que, vai entender porque, no Brasil excluirão o título e colocaram o de um dos primeiros capítulos onde ele narra a sala de uma inglesa em busca de reproduzir uma sala de sua terra natal na China.
Uma das coisas que mais me chocou no livro, por sinal, foi o conto onde ele fala de um filósofo que conheceu. O homem certa hora fala sobre o domínio do mundo Ocidental sobre sua nação mesmo sendo esta a mais antiga do mundo, e nisso ele afirma que isso só ocorre devido a uma tecnologia ocidental que eles não possuem: a metralhadora, mas logo depois ele afirma que os chineses são muito mais habilidosos e no dia em que conseguirem adquirir a técnica, serão temerosos e poderão julgar-los. Preciso dizer que morri de medo? O que a gente vê hoje em dia, hein? A China se industrializou numa velocidade absurda e eu prefiro nem comentar sobre os armamentos desta. A sorte, por enquanto, é que ela não tem mostrado reais interesses em sair nos atacando, parece mais que quer fazer suas alianças pela Ásia, crescer e, segundo seus dirigentes, após adquirir suficiente riquezas voltar ao seu “socialismo”.
Esse livro reviveu minha vontade de estudar a sinologia, ou seja, estudar a China. Pra ser sincera me interessa mais o passado, mas no passo que andam as coisas, estudar o presente parece imprescindível.
Recomendo a todos, porém acredito que só se encontra ele em sebos ou bibliotecas.




[ Recados ]

Melissa - Olha, Mel, o Avalon High é, antes de tudo, um livro para menininhas e procura ser romântico. É uma releitura, por tanto não é exatamente fiel a história. Sobre Eragon, se você gostou do filme, vai gostar do livro, creia-me. Esses dias eu estava falando sobre Alencar com a namorada de um amigo que vai estudar-lo agora, tentei derrubar o preconceito que colocaram na cabeça dela, hehe. Fico feliz que tenha gostado do blog e sinta-se a vontade para linkar-lo! Aliás, o problema dele é que atualizo de milagre em milagre, hehe.

Murilo - Maninho! Você por aqui? Sim, vou ler esse outro do Gardner logo que achar alguém que tenha (minha prima acho tem, vou procurar saber). E sobre Eragon, preciso terminar de ler Brisingr, comecei no navio e não terminei!

Jaqueline - Aí, Jaque, quem dera eu ainda fosse blogueira, meu blog deve sofrer de carência, sem dúvida. Como eu gosto de dizer (sobre livros pops e porcarias) é saudável ler porcaria também, assim como é saborear de vez em quando um fast food, hehe. Obrigados pelos elogios, fiquei até sem graça agora *blush*.




Beijos, Lisa
Ouvindo d(u.u)b – All I Want is You – U2

por IRENE DINIZ :: Domingo, Fevereiro 08, 2009

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Quarta-feira, Janeiro 02, 2008

Ai, que droga! Queria ter postado antes do ano acabar... e de fato, acabei de escrever a atualização antes, mas a minha internet resolveu me dar golpe, sabe? Enfim... Decidi postar aqui alguns dos vários livros que li este ano e dar um tipo de resenha qualquer, como fazia no passado. Tipo uma restropectiva de 2007, sabe? Escolhi os que me sinto mais a vontade em discursar... numa lista até grandinha ;) Adquiri o hábito de anotar, quando lembro, os livros que li e reli no ano. É uma forma de me ajudar a me lembrar do que li ou não.

Nunca fui muito de falar sobre a minha vida pessoal por aqui, embora seja um dos principais objetivos de um blog, né? Uma espécie diário aberto da gente. Mas sabem como sou, a incorrígivel do contra, né? Aliás, não é exatamente uma confissão ou algo importante, mais um comentário assim como outros que já fiz antes por aqui.

Este ano que passou foi tumultuado, mas também de grandes realizações. Acho que melhor assim, porque foi abre-alas pro ano que vem que será conturbado, sem dúvida, e não posso deixar de sentir um pouco de medo ao pensar nas provações que vou passar, mas como diria o Kléber, faz parte. E afinal, na vida há que se enfrentar desafios, é o que nos faz forte e que faz a vida interessante, não é mesmo? O que seria do bom, sem o ruim?

Foi a primeira vez que sentei a bunda e estudei de verdade, embora não com tanto afinco, pois sei que posso mais (mas é de pequenos passos que completamos o percurso, né?). Ao mesmo tempo que foi o ano que tirei a minha pior nota, o que foi bom para alertar que não dá para levar com a barriga, preciso superar as dificuldades. Também fiz duas provas "importantes" que me aproximaram a idéia de que ano que vem terei a grande responsabilidade de passar no vestibular (o que me parece bem impossível, por enquanto, mas veremos). Não foi um ano exatamente fácil, foi a primeira vez que senti dificuldade de verdade, tanto que comecei a estudar. Senti mesmo a diferença, mas melhor agora do que no ano que vem, né?

Para resumir toda essa faladeira aí de cima (eu sou uma pessoa que fala muito, não adianta, se você leu até aqui é porque provavelmente está acostumado de ler sempre minhas faladeiras (ou testamentos como diz um amigo meu) Freud explica, mas por enquanto gosto de agir assim e deixar a psicologia de lado), o fato é que sinto como se um ciclo estivesse se terminando. Este ano embora eu não tenha vindo muito aqui, assim como no ano passado, eu ao menos li bastante, mas creio que ano que vem nem isto. Por isso senti a vontade de por alguns momentos voltar aqueles dias alegres e felizes que eu tinha tempo e disposição para escrever longos comentários, muitas vezes futéis, vazios e tolos, e que provavelmente não diferem muito dos atuais, com a diferença de que agora falo mais pomposamente e “bonito”.

Eu ia falar de Filmes também, mas quando vi o tamanho que ficou essa atualização, resolvi deixar para a próxima : )




[ Livros ]

Ana Jansen - Rita Ribeiro
Escolhi falar sobre ele porque foi um livro que não gostei mesmo. Bom para ressaltar, que de vez em quando cometo o erro de ler porcarias que deveriam ser tacadas no fogo. A minha revolta para com o livro, se dá graças ao seu cárater comercial. É diferente de um livro de Dan Brown, que possui uma trama que sustenta, é divertida e não é de todo vendida. Mas este livro? Faz-se claro desde a primeira página que se trata de um livro que preocupa-se mais em relatar uma história que o povo gosta de ler e acreditar do que a real. De fato, na capa há a resenha de um sujeito que diz ser esta uma história de uma pesquisa diferente, mas perfeitamente verídica, graças ao cuidado e a boa pesquisa da autora. Sem dúvida diferente! Pois eu fico muito interessada em saber como em uma pesquisa "científica", cuidadosa e boa, levando-se em conta velhos tratados ou relatos, chega-se a um enredo desse.
A história fala de uma Ana Jansen que todo o povo do Maranhão, creio, gosta de acreditar como uma megera devassa, mas que lutou feito o diabo. E realmente esta mulher foi uma megera, foi influente no Maranhão e pintou os canecos. É reconhecida por sua maldade. E no livro, com aquele típico enredo de novela: mocinha que não é tão boa e ganha seu lugar na vida, optou-se por escolher apenas podres e que não são tão prováveis, nota-se os floreios da autora no decorrer do enredo sobre uma questão: sexo. E isto foi o que particularmente me irritou, é a forma como a história gostar de ressaltar a devassidade dela, aliás, gosta mesmo de exemplificar todas as devassidades da mesma e colocar como que se fosse isso o motivo pela ascensão e vitória dela.
Ano passado li um livro onde ela faz aparições, e parece-me muito mais real do que este. "Os Tambores de São Luís" tem um relato bem diferente deste, e sendo o autor um sujeito que trabalhou na prefeitura e portanto teve acessos a papéis do antigo Maranhão, me parece muito mais verídico do que este outro livro, onde se quer há citações de onde a autora tirou as informações que romanceou. Para além de que, o autor, Josué Montello , é reconhecido por aí. É um livro que tem como personagem principal Damião, um negro alforriado que aprendeu latim e grego e dava aulas no liceu e sofreu o diabo enquanto lutava pela sua etnia.
Pois bem, neste livro "Ana Jansen" ele aparece como dando aulas particulares à própria e, segundo a autora, torna-se seu amante sexual. Repare bem neste exemplo, acho que dá para se ter idéia no que o livro se enfoca e porque acaba tornando-se enfadonho.
No outro livro, como era de se esperar, não se tem nada disto. Aliás, muito pelo contrário, não há aulas na história, mas sim uma Ana Jansen preconceituosa e verossímil a época que não via negros como seres-humanos.
Sinceramente, se por acaso verem este livro, passem longe.


Avalon High - Meg Cabot
Não é nenhum clássicou ou obra que acrescente, e não creio que tenha pretenção de parecer isso. É mais um desses livros da cultura pop, mais ligado a coisa trivial e inútil da cultura pop, sem valor algum, arrisco a dizer, mas que é muito gostoso de ler.
Não lembro de ter gostado tanto de um livro da Cabot antes. Certo que se trata de uma re-leitura da lenda do Rei Artur e quando esta personalidade está presente, eu sou realmente suspeita a dar alguma opinião que seja. Uma coisa muito interessante no livro é que a personagem é perfeitamente normal, sem aquela chatisse superficial e até irritante da Mia de Diário da Princesa, por exemplo.
Volto a repetir, não tem nada demais na história, mas ainda assim ela é encantadora (bem, todas as versões de Rei Artur o são, eu diria). O ápice da história é a releitura que ela dá à uma personagem da lenda que nunca teve muita atenção e também ao desfecho e destino que ela dá ao Rei Artur.
E eu, romântica como sou, não pude escapar. Embora eu saiba muito bem que um dos encantos da lenda é sua tragédia, mas sejamos sincero, um livro de cultura pop não faria sucesso se tivesse o mesmo desfecho. Sem problemas, afinal, há que se fazer alterações nas adapatações. A autora soube manobrar a situação, de forma que nem uma chata como eu, ficasse descontente.
O preço é salgado, então não me arrisco a dizer que compre-o, na realidade, eu mesma não tenho exemplar algum! Por sorte, a biblioteca da minha escola comprou um exemplar neste ano e eu, feliz e contente, consegui (com uma sorte dos diabos) pegar ao ver-lo na pilha de devolução.


Eragon - Christopher Paolini
Minha sorte nos últimos dias de aula, estava grande (ou simplesmente todo mundo largou os livros e se preocupou mais com as provas, diferente da doida aqui) e consegui, inesperadamente, assim como ocorreu com Avalon High locar esse livro que sempre quis ler, mas nunca tive ímpetos de comprar e tampouco via-o disponível nas prateleiras da biblioteca.
O começo é enfadonho, e a escrita realmente não ajuda muito, mas tudo bem, há que se pensar que o guri, o autor, escreveu-o com 15 anos de idade! Apesar de não ser exatamente uma obra original (nota-se claras influências de várias obras), é uma história bem bolada e bastante divertida. Diria que o autor soube utilizar muito bem os clichês das aventuras fantásticas.
Podemos notar a presença de todas aquelas personagens essencias a uma boa aventura de um jovem que esteja se transformando no próximo grande guerreiro do universo onde a história desenrola-se: o sujeito mais velho e sábio que guia o herói, a família que morre, o amigo misterioso, o amor aparentemente impossível... É incrível como essas personagens ainda que cuspida, escarradas e pisadas de tanto que são usada continuem fascinando tanto a nossa leitura, não é mesmo?
Enfim, gostei bastante do livro. Não creio que eu me arriscaria a comprá-lo, mas quero muito ler a continuação. Sinto-me aliviada de ter lido também, hehehe, após usar tanto os marcadores dados pelos livreiros promovendo este livro, finalmente saciei a curiosidade sobre ele.


Madame Bovary - Gustave Flaubert
Este foi outro livro que aluguei na biblioteca da escola, e diferentemente, e como, de Eragon e Avalon High, eu não teria nenhuma dor de cabeça em consegui-lo e de fato não tive. Todo mundo que estuda Realismo ouve falar sobre ele e por curiosidade e vontade de saber mais sobre a matéria, resolvi ler-lo.
Para alguém que acaba de ler algo Romântico, deparar-se com um romance realista é realmente um choque. A diferença é mesmo gritante! E a crítica ali, toda a hora presente e querendo dar-lhe um tapa na cara apontando, tal como um Tio Sam, para gente de forma tão encabuladora. Este livro não chega a este extremo, não para nós, mas deve ter sido exatamente assim para a burguesia da época quando leu.
Não é um livro entusiástico de se ler. É seco, frio e sem grandes brilhos, tal como a personagem na qual se enfoca, a sra.Bovary, uma mulher mesquinha e superficial. Coloca em xeque todos aqueles valores pomposos e aquela dignidade e honra dos lares burgueses, bem como os delírios românticos ostentados, e muita vezes vivenciados, nestes mesmo lugares honrados e dignos.
Ema Bovary é uma personagem nem um pouco cativante a qual você sente alívio ao ver-lo, por fim, resolver saciar o vazio de sua pessoa devido a sua superficialidade com o suicídio. Após ter tentado de forma irritante, saciar-se com romances e uma vida cheia de mimos. Ao mesmo tempo sente-se pena e revolta da palermice de seu marido.
Apesar de ser isso tudo, o que parece ser um romance não muito agradável de se ler, é interessante, fazendo sua leitura essencial para quem quiser entender o princípio do realismo. Bem como seu início, já que se trata de umas das primeiras, ou a primeira, obra deste estilo.


O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder
Clássico, renomado e popular, não há muito o que se falar contra esta obra, então mesmo eu, a chata preconceituosa e conversadora, como muitos dizem e não ouso a discordar, não posso dizer que a obra não é boa.
Só há uma coisa que me preocupa. É um livro realmente excelente, pelo que se propõe ser, ou seja, uma introdução à história da filosofia e alguns pensamentos de seus artesões que desenvolvem-na e mexem-na de todas as formas. Não adianta sair por aí falando do livro e suas lições, porque acaba-se por ser superficial. Quem realmente quiser dizer "sei sobre fulano" que vá ler obras do sujeito ou sobre ele. Das pessoas que conheço que leram, muitas poucas procuraram pesquisar mais, nem que fosse pela internet, o que gostaram no livro. E este ano nas aulas de Filosofia vi muito colega meu passar mico ao começar a falar sobre tal filósofo e depois do professor fazer uma pergunta ou qualquer outro aluno que soubesse do assunto comentar algo, ver que na verdade não sabia tanto assim. Afinal, o livro dá uma idéia geral, não fala dos detalhes que permitem que possamos ter uma discussão profunda sobre o assunto.
Talvez isto seja culpa de uma fama que o livro criou que faz com pais dêem-o aos filhos quando estes estão com x anos com a famosa frase "é um excelente livro e essencial para seu crescimento", pelo menos foi isso que a grande maioria das minhas amigas ouviram quando tínhamos a faixa de 12 às 14 anos. Para variar, eu fui a excêntrica, novamente, que não leu enquanto todos liam muito a contragosto deles.
Não me lembro de ter lido outra obra que iniciasse jovens tão bem na filosofia. E eu mesma teria amado-o de paixão se tivesse lido com uns 13 anos. Agora, com já 16 não aproveitei tanto como queria, tendo em vista que 80% das informações que o livro passa, eu já sabia.
A falha do livro é que apesar do autor desenvolver um enredo por detrás disso que também envolve filosofia, que a princípio é uma excelente sacada, acaba que a história fica bem enfadonha no final. E você já não agüenta mais receber informação, mas não havia outro jeito. O autor realmente fez um milagre com o que conseguiu fazer.
Recomendo, e MUITO, a todos que queiram saber um pouco sobre filosofia, para ver se gostam ou não. Eu gostei MUITO do livro!


O Cortiço - Aluisio Azevedo
Não gostei do livro, reconheci o valor dele, mas achei-o o grotesco (e pior que na realidade, o autor quer isso mesmo). Acho que o que mais me irritou é o preconceito, não sou do tipo que acha que o meio domina tudo!
Foi a única obra Naturalista que li, e de fato, só li porque a escola mandou. Como o livro, por si só, já é um tratado científico romanceado que expõem os ideais do movimento assim quando o li, entendi toda a matéria e para mim foi o grande mérito do livre, ele deixa tudo as claras, sabe?
Sei que há muitos que gostam, mas sei lá, não me conquistou. Mas como ele é bom, apesar do preconceito, não tenho muito o que falar. Só que qualquer um que vá estudar Naturalismo tem que ler esta obra.


O Guarani - José de Alencar
Este é mais um livro que peguei na biblioteca da escola. Este ano, aliás, resolvi usufruir dela. E senti uma imensa decepção para comigo mesma ao pensar que se no ano pasado tivesse feito o mesmo teria aproveitado, agora entrarei no 3º ano e não terei tempo para ler bobagens e até mesmo clássicos que a biblioteca possui. Mas voltando ao caso deste, assim como Madame Bovary, quis ler-lo devido a sua posição como obra clássica de um movimento literário, o Romantismo no caso, para que pudesse me dar um suporte enquanto aprendia nas aulas sobre o movimento.
E devo dizer que o livro exerceu mutio bem sua tarefa, de fato é uma aula sobre o movimento. As características dos mesmo fazem-se de tal modo claros que após a leitura (e uma pesquisa online) eu já sabia a matéria e muito bem.
É muito interessante observar a transformação do índio brasileiro num grande cavaleiro medieval "selvagem" que aliás, faria Sir Gallahad, cavaleiro puríssimo que encontra o Graal, ficar com inveja. Na busca por imitar o Romantismo Europeu, na sua exaltação do passado glorioso, teve-se de vestir o nosso índio, como num carnaval. Mas não culpo totalmente esta ação, eles tentavam formar a grande valorização do país afinal, e ninguém gosta de pensar tribos de índios normais como nossos heróis e antepassados.
Apesar do lirismo e de toda aquela enrolação e chateação dando direito à menção de anjos àos jardins da Babilônia mesmo em frases cotidianas das personagens, é uma leitura agradável. O romance entre Peri e Ceci é mesmo muito fofo, e acaba cubrindo toda aquelas pomposidades da prosa do autor.
Eu recomendo para todos que queiram saber mais sobre o Romantismo, porque é um livro que é uma aula, mesmo que não se perceba, ao mesmo tempo que a gente se delicia com o enredo da história.


Por um Simples Pedaço de Cerâmica - Linda Sue Park
Minha mãe me deu este livro no ano passado, e apesar de ser uma história oriental, e eu ser louca por histórias deste tipo de origem, só fui ler o livro muito tempo depois de ter o ganho e ele é relativamente pequeno.
Possui aquela sensibilidade que livros infanto-juvenis costumam ter. Trata de forma delicada e bonita várias questões como a morte de entes queridos, o desgosto que pode ser superado e todo os tipos de provações que temos de passar.
É uma história simples, que a autora tirou ao ver uma peça de autor desconhecido. Trata-se da história de um orfão pobre que vive com um sujeito deficiente físico, mas tem a opção de ajudar um renomado ceramista e ser seu aprendiz. Na Coréia, naqueles tempos, tinha-se a grande tradição de cerâmica, era importantíssimo ser um.
Contar a história faz ela perder a graça. E realmente não há mais muito o que dizer, mas como realmente adorei esta história me senti na obrigação de comentar por aqui e super recomendar a quem gosta de coisas simples, bobinhas, mas extremamente delicadas e sensíveis.




[ Recados ]

Caileach - Hahaha, calma, Chel! Sei lá, no final a história é dela, se ela quer bananas de pijamas, como você diz, ela que coloque, né? E sinceramente, não vale a pena comprar o livro em português se tem em inglês.

Moon - Moonzita, minha linda! Não sei dizer se estou de volta realmente... acho difícil, mas pelo menos agora, nas férias, tinha vontade de movimentar isto aqui sim. HAHAHA, no final a JK fisgou a nós todos, hein?

Lucy Holmes - Ai, Lucy, dois meses para mim neste blog são dois dias, hahaa. Saca a distância dos post ~~ Dear, vou ver se consigo Karekano em inglês e te dou link, combinado?




Beijos, Lisa
Ouvindo d(u.u)b – Everybody Hurts – R.E.M

por IRENE DINIZ :: Quarta-feira, Janeiro 02, 2008

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Quinta-feira, Novembro 15, 2007

Olá!

Pela primeira vez, acredito, vou usar o blog para falar sobre esta série, que de certa forma, é a responsável por eu ter blog, porque ela me ajudou, em meu vício anterior por ela, a desvendar a internet em procura de informações sobre ela e posteriormente, fanfics:
Harry Potter.
Desde 2000 eu leio Harry Potter, este ano, porém, a série chegou ao fim. Então após 7 anos e 7 livros, eu tive de dizer Adeus à série. (pelo menos temporariamente, nunca se sabe, né?). Não faz muito tempo que acabei de ler o livro, mas decidi postar mesmo assim porque achei importante registrar as primeiras impressões, por mais que elas possam mudar daqui há algumas horas, hahaha.


Minha Série de Harry Potter(sim, os livros estão meio danificados, principalmente os três primeiros que até são encapados, para evitar que se estraguem mais de tanto que os reli xD)

Esse, sem dúvida, foi o meu livro favorito da série. Não sei exatamente porque, mas foi. Me reconquistou, porque desde o 5º livro eu vinha perdendo a paixão, por que a história, não sei porque, ia perdendo o glamour para mim. Mas neste livro foi diferente! Este livro me fez relembrar porque eu amava Harry Potter. Não tem um motivo em especial, foram vários fatores, acredito.
Uma das coisas que mais amei nele foi a revelação da história de trocentos personagens! Desde a Lady Grey ao Dumbledore! O que ocasionou a minha proximidade às personagens, vi muita gente falando sobre a relação que cada um tem com a série, e acredito que a minha relação nesse livro fortaleceu, o que explica a minha não decepção com nada do livro, exceto pequenas partes. Senti-me mais próximas às personagens ao mesmo tempo que via-as como seres humanos tementes a morte e com todos os seus defeitos, o que explica porque não me decepcionei com nenhuma.
Ao final do livro, vi-me chorando. Foi muito estranho, porque foi a primeira vez que chorei em toda a série, e foi extremamente encabulador, porque meu pai viu e deu um tapinha na minha cabeça dizendo: "Acabando, hein?". Mas acho que gostei disso... até. Como diria o Kléber, faz parte. Mostrou-me, finalmente e comprovou, o que por um tempo eu comecei duvidar de tanto que me criticavam, que sim, que eu sou apaixonada por Harry Potter e que sim, me acrescentou e me divertiu e que é mais um amorzinho na minha vida. Mas que para variar, eu sou a diferente da parada, então por isso eu sou vista como excêntrica e como a que não gosta de Harry Potter. Naquele momento, porém, senti-me como se eu realmente estivesse entre todas as pessoas abraçando o Harry felizes porque o Voldemort finalmente estava morto e senti a mesma felicidade que eles, acredito.
Estou feliz, de certa forma, pela "volta" da minha paixão por Harry Poter, que porém, continuará esquisita para muitas pessoas, mas tudo bem, todo mundo me taxa de doida mesmo. Ao terminar o livro me deu uma tristeza de pensar que não teria mais de esperar, que não teria mais aventuras, que não teriam mais brigas de Ron e Hermione... mas agora pensando melhor, tudo tem seu fim, sabe? E não é necessariamente o fim, temos fics, temos os prováveis livros que a JK ainda lançará e sinceramente, minha vida de leitora não se resume à Harry Potter por mais que ele preencha um grande espaço dela.
Então, obrigada JK por ter compartilhado seu mundinho azul com a gente, assim como vários autores já fizeram, dando-nos mais um universo de fuga, um espelho de Ojesed que podemos mirar enquanto estamos tristes e confusos (mas com moderação, néééé? Escapar demais faz mal). Apesar de eu te continuar a achar uma grande marketeira, hahaha. Mas não que isso seja importante, ela não vai me ouvir, mas acredito que ela saiba quanta gente ela fez feliz com a série e isso que importa :D

E acho que é isso, né? No momento me fugiu qualquer outra coisa a dizer.
See ya, people!
Mais três dias de aula, e mais três dias de simulado e estarei livre. Acredito que ainda postarei bastante até o final do ano :D

Beijos, Lisa
Ouvindo d(u.u)b - Where Are You Know - The Knutz

por IRENE DINIZ :: Quinta-feira, Novembro 15, 2007

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